Instituto Não Aceito Corrupção lança livro sobre malfeitos no Brasil e no mundo

Instituto Não Aceito Corrupção lança livro sobre malfeitos no Brasil e no mundo, analisando impactos políticos, sociais e institucionais da corrupção.

O Instituto Não Aceito Corrupção (Inac) lança, em Coimbra, Portugal, o livro “Corrupção no brasil e no Mundo: Transparência, política e análises”. A obra, coordenada por Roberto Livianu, Tereza Sadek e Rita Biason, reúne artigos que analisam o enfrentamento à corrupção em diferentes contextos e seus impactos políticos, sociais, institucionais e internacionais.

Um ponto central abordado é a relevância da percepção da corrupção, que influencia a tomada de decisões, conforme o Índice de Percepção da Corrupção. Este índice não mede a corrupção real, mas sim como ela é vista pela sociedade.

A publicação também aponta um paradoxo: países com menor índice de corrupção aparente podem ser destinos para lavagem de dinheiro. Isso sugere que sistemas considerados estáveis podem, na verdade, ocultar capital ilícito internacional. No Brasil, retrocessos como o desmonte de mecanismos de controle, a insegurança jurídica e a redução da efetividade das investigações aumentam as chances de casos de corrupção.

Rita Biason, professora da Unesp e uma das autoras, destaca que a corrupção enfraquece as Instituições. Segundo ela, enquanto a corrupção pública compromete a confiança e prejudica o desenvolvimento econômico e os serviços públicos, a corrupção privada afeta a concorrência, eleva custos e fragiliza a confiança no mercado.

Pontos-chave da publicação

A obra explora diversos aspectos da corrupção:

  • A impunidade gera um efeito cascata institucional, onde a falha dasInstituiçõesleva agentes a agir sem medo de punição, aumentando sistemicamente a corrupção.
  • A ideologia pode distorcer a percepção da corrupção, levando eleitores a minimizar casos envolvendo candidatos politicamente alinhados.
  • Estudos apresentados indicam que cidadãos podem tolerar a corrupção em troca de benefícios materiais diretos, como ganhos e políticas públicas.
  • O combate à corrupção está atrelado à qualidade daEducação; países menos corruptos combinam educação de qualidade, instituições eficientes e sistemas punitivos ágeis.
  • A corrupção não se limita à ilegalidade, podendo ser “legal e antiética”. Em países desenvolvidos, ela frequentemente ocorre por meios legais, como lobby excessivo e financiamento político opaco, tornando-a mais difícil de identificar.

Fonte: Estadão

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