PF foca em processadoras de pagamento em operação contra lavagem de R$ 1,6 bilhão

PF foca em processadoras de pagamento na Operação Narco Fluxo contra lavagem de R$ 1,6 bilhão. Ação mira operadores financeiros e rastreia origem de recursos.

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Narco Fluxo contra um esquema de lavagem de dinheiro superior a R$ 1,6 bilhão. A ação concentra esforços em operadores financeiros, como contadores e processadoras de pagamento, em vez de focar apenas em artistas e influenciadores.

Segundo o delegado Marcelo Maceiras, o foco principal são os “contadores” e as engrenagens centrais do sistema financeiro. A investigação busca rastrear todo o caminho do dinheiro, desde as primeiras fases de apuração até a sua destinação final.

Operação da Polícia Federal contra lavagem de dinheiro
A operação mira operadores financeiros e processadoras de pagamento.

Estrutura de lavagem e criptomoedas

Através dessas processadoras, os envolvidos conseguiam avançar para as fases finais de lavagem. Isso incluía a descentralização de recursos, o uso de contas de passagem e a utilização de laranjas. A PF indicou que se tratam de estruturas semelhantes às que já apareceram em investigações recentes.

O uso de Criptomoedas também está sob apuração, o que aumenta a complexidade da investigação. A PF pretende avançar no rastreio desses mecanismos.

Pessoas públicas e origem do dinheiro

Pessoas públicas com grande visibilidade foram utilizadas para promover empresas de apostas ilegais e movimentar dinheiro sem chamar a atenção das autoridades. Esses indivíduos, com muitos seguidores, conseguiam movimentar grandes quantias sem alertar os sistemas de compliance de autoridades e bancos.

Embora a investigação tenha identificado uma estrutura voltada à lavagem de dinheiro, ainda não é possível cravar quem utilizava o mecanismo. No entanto, apurações indicam que parte do dinheiro movimentado tem origem no tráfico de drogas.

Desdobramentos e bloqueio de bens

A operação Narco Fluxo é um desdobramento de operações anteriores. A ação mira uma associação suspeita em criar um mecanismo financeiro para dar aparência lícita a valores oriundos de crimes como tráfico de drogas, exploração de apostas ilegais e rifas online. Foram cumpridos 33 mandados de prisão e 45 de busca e apreensão. Houve bloqueio judicial de mais de R$ 1,6 bilhão em bens, além de R$ 20 milhões em veículos apreendidos. As investigações continuarão.

Fonte: Globo

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