A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) prevê um aumento de 2,9% na arrecadação do setor segurador em 2026, desconsiderando os resultados das empresas de saúde. Esta projeção representa uma recuperação em relação à estimativa de queda de quase 5% para 2025.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2023/3/Q/RQJh2ORAiXcZjtV2T1Ig/pexels-jakub-zerdzicki-16284693.jpg)
O segmento de Saúde, por sua vez, tem expectativa de crescimento de 5,7% em 2026, após um aumento de 1,8% em 2025.
A CNseg apresentou sua primeira projeção para 2026 que considera as expectativas em torno da previdência. Inicialmente, em dezembro, a entidade esperava um aumento de 8% na arrecadação total do setor. Contudo, a previdência foi removida dos cálculos devido a incertezas sobre a tributação.
O governo introduziu em 2025 a cobrança de 5% sobre aportes em previdência acima de R$ 300 mil. Em 2026, o limite será de R$ 600 mil. O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, mencionou em dezembro que o impacto exato do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é incerto, assim como a reação dos clientes à nova regra.
Com um cenário tributário mais definido, a CNseg agora antecipa uma queda de 4,4% nas captações com previdência em 2026, após um recuo de 20% em 2025. Para o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), a queda prevista é de 5,5%.
A entidade também revisou sua projeção para a taxa Selic, elevando-a de 12% para 12,5%, citando a instabilidade no Oriente Médio como fator de influência. As previsões para outros indicadores macroeconômicos permaneceram inalteradas.
Oliveira destacou que a instabilidade geopolítica impacta os preços do petróleo e a Inflação, o que, por sua vez, afeta a trajetória da Selic e o crescimento do PIB. Ele explicou que o setor de seguros reflete diretamente a saúde da economia; qualquer desaceleração econômica ou redução na renda familiar tende a diminuir a procura por proteção.
Em 2026, a participação do setor segurador no Produto Interno Bruto (PIB) deve ficar abaixo de 6% pela primeira vez desde o início da pandemia, com a previsão de atingir 5,8% neste ano.
Segmentos
Nos seguros de danos e responsabilidade, a arrecadação deve crescer 7,4% em 2026, um ajuste em relação aos 8,5% projetados anteriormente. Essa revisão deve-se, principalmente, a uma mudança nas expectativas para o seguro rural.
A entidade esperava um aumento de 2,3% na arrecadação com seguros para agricultura, mas agora prevê uma queda de quase 4%. Este cenário é influenciado por cortes no orçamento destinado ao subsídio governamental.
As projeções para seguros de automóveis foram ajustadas de 7,7% para 7,1%; para seguros patrimoniais, de 11,2% para 9,8%; e para riscos financeiros, de 12,5% para 9,5%.
Em contrapartida, as estimativas foram elevadas para seguro habitacional (de 10,2% para 12,8%) e transportes (de 6,6% para 8,1%).
Fonte: Globo