A decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de solicitar a inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, no inquérito das fake news, repercute no cenário político nacional. Aliados do pré-candidato do Novo à Presidência avaliam que a medida reforça o discurso de campanha focado na crítica à atuação do Poder Judiciário.
Impacto na estratégia de pré-campanha
Zema adotou como lema central da sua pré-candidatura o combate ao que classifica como “intocáveis” dentro da estrutura do Estado brasileiro. O parlamentar Marcel van Hattem (Novo-RS) afirmou que a reação do ministro diante de um vídeo satírico publicado nas redes sociais é desproporcional. Zema reforçou que manterá o tom crítico ao tribunal durante a disputa eleitoral, argumentando que a medida judicial confirma a validade de suas denúncias.
Plataforma política e intenções de voto
A defesa de uma reforma no Judiciário permanece como eixo central da plataforma de Zema. Dados da pesquisa Genial/Quaest mostram que o pré-candidato possui 3% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto 51% dos eleitores ainda não o conhecem. O movimento de inclusão no inquérito é visto por sua equipe como uma oportunidade de ampliar a exposição nacional de sua agenda.
Reações e contexto institucional
O debate sobre limites institucionais e a atuação dos magistrados divide opiniões no Congresso. Enquanto o PT propõe a criação de um código de ética para STF para rever privilégios, figuras da oposição, como o senador Rogério Marinho (PL-RN), classificam os inquéritos como instrumentos de coação. O cenário reflete a crescente polarização sobre o funcionamento das cortes superiores no Brasil.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2026/z/o/rKmNhfQWuHrBnYXW8A2Q/whatsapp-image-2026-04-20-at-16.53.01.jpeg)
Fonte: Globo