O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta segunda-feira (20) que não recebeu notificação oficial sobre o pedido de inclusão de seu nome no inquérito das fake news, conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O político criticou o procedimento, classificando a condução de investigações sob sigilo como um padrão que prejudica o Direito à ampla defesa.
O pedido de inclusão foi apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que protocolou uma notícia-crime contra o pré-candidato. A ação baseia-se em um vídeo publicado por Zema nas redes sociais em março, no qual ele faz críticas aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli em relação ao chamado caso Master, retratando os magistrados de forma satírica.
Posicionamento político e eleições
Durante entrevista, Zema descartou a possibilidade de compor chapa como vice do senador Flávio Bolsonaro (PL). O pré-candidato reforçou que manterá sua candidatura até o pleito, utilizando como mote de campanha o combate ao que denomina “farra dos intocáveis”. O termo faz referência a citações de ministros do STF em investigações conduzidas pela Polícia Federal.
O debate sobre a reforma das instituições ganha força no cenário político, tema que também aparece em propostas como o PT propõe reforma do Judiciário em novo programa partidário, refletindo a crescente discussão sobre o papel do sistema judiciário no país.
Defesa de anistia aos condenados
Ao ser questionado sobre os eventos de 8 de janeiro de 2023, Zema defendeu a anistia para os envolvidos. O pré-candidato argumentou que as penas aplicadas são desproporcionais e afirmou que, caso eleito, adotaria uma postura distinta em relação aos processos atuais. O político reiterou que sua atuação busca um equilíbrio entre os poderes, criticando a postura de membros da Corte.
O que é o inquérito das fake news
- Instaurado em março de 2019 peloSTF, o inquérito é relatado pelo ministro Alexandre de Moraes.
- O objetivo central é apurar a disseminação de notícias falsas e ataques contra a integridade dos ministros e das instituições democráticas.
- A investigação busca identificar estruturas organizadas que atuem na intimidação de autoridades e no descrédito do sistema democrático brasileiro.

Fonte: G1