A cofundadora do Nubank, Cristina Junqueira, apontou a construção de uma marca nos Estados Unidos como o maior desafio da fintech em sua expansão para o país. A empresa, já considerada a mais valiosa da América Latina, obteve uma licença condicional para operar nos eua e planeja iniciar suas atividades em até 18 meses.
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Com uma base consolidada de mais de 130 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia, o Nubank se prepara para um mercado americano altamente competitivo. Junqueira, que se mudou para Miami para liderar a iniciativa, baseia sua visão na experiência pessoal de dificuldades para obter crédito nos EUA, indicando um potencial de mercado ainda não totalmente explorado.
A marca Nubank já possui um reconhecimento significativo entre a comunidade latina nos Estados Unidos. Esse reconhecimento é ampliado por patrocínios, como o do estádio do Inter Miami CF, e parcerias estratégicas, incluindo uma com a equipe de Fórmula 1 ligada à Mercedes-Benz. A fintech também pretende facilitar remessas internacionais, conectando imigrantes aos mercados latino-americanos.
Analistas do Citi estimam que o Nubank possa atingir uma carteira de crédito de US$ 21 bilhões nos EUA até 2030, com foco em cartões de crédito e empréstimos pessoais. A projeção indica um retorno sobre o patrimônio superior à média do mercado americano, atribuído ao baixo custo operacional da fintech.
Para expandir seu alcance, o Nubank contratou executivos de gigantes da Tecnologia como o TikTok e estabeleceu escritórios em Washington e Palo Alto. O objetivo é atrair a geração jovem e afluente dos EUA, embora o reconhecimento inicial da marca deva ser impulsionado por comunidades com laços com a América Latina.
Fonte: Globo