O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitou nesta segunda-feira (13) que a atuação do ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, na criação do Banco Master seja esclarecida pela Polícia Federal (PF).

Farias, autor de pedidos de investigação contra Campos Neto, afirmou que houve três tentativas de Daniel Vorcaro para adquirir o Banco Master, com dúvidas sobre a origem dos recursos. Ele considera estranho que a autorização tenha ocorrido no final do ano, sob responsabilidade de Campos Neto.
As declarações foram feitas em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews. Os pedidos de investigação foram protocolados por Lindbergh na Procuradoria-Geral da República (PGR), na Polícia Federal (PF) e na Comissão de Ética da Presidência da República.
O deputado mencionou que, ao deixar o cargo, Roberto Campos Neto indicou nomes para a Diretoria de Fiscalização, mas o ministro Haddad optou por outros profissionais, o que, segundo Farias, resultou no afastamento de diretores investigados no caso Master.
Em relação ao depoimento do atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, na CPI do Crime Organizado, Lindbergh Farias apontou um corporativismo por parte do banco central.
Galípolo, em seu depoimento no dia 8 de abril, afirmou que não havia processos de auditoria ou sindicância que encontrassem culpa por parte do ex-presidente Campos Neto.
O parlamentar reiterou que a compra do Banco Máxima por Daniel Vorcaro foi negada por três vezes pelo antecessor de Campos Neto.
Governo e PT buscam distância do Banco Master
Lindbergh Farias apresentou uma representação à PGR em 5 de março para que a conduta de Roberto Campos Neto durante sua gestão no Banco Central (2019-2024) em relação ao Banco Master seja apurada, citando a conduta como “omissão dolosa”.
Em março, o presidente Luiz Inácio lula da Silva (PT) declarou que há uma tentativa de associar o caso Master ao PT e ao governo, classificando a instituição como “ovo da serpente” de Bolsonaro e do ex-presidente do BC. Lula enfatizou a necessidade de apurar o caso, que envolve cerca de R$ 50 bilhões, e alertou contra tentativas de atribuir responsabilidades ao governo atual.
Fonte: G1