Ativos locais e internacionais apresentaram melhora no início da tarde desta segunda-feira após fontes indicarem que Estados Unidos e Irã seguem negociando e que a porta para um acordo não está fechada. O presidente americano, Donald Trump, também afirmou que 34 navios passaram pelo Estreito de Ormuz sem que houvesse uma batalha.
Por volta das 14h15, o Ibovespa operava em leve alta de 0,02%, aos 197.0359 pontos, recuperando-se das mínimas do dia. Em Nova York, os principais índices americanos operavam majoritariamente em alta, com o Nasdaq subindo 0,65%, o S&P 500 avançando 0,44%, e o Dow Jones estável (+0,01%).
O petróleo se afastou das máximas do dia, com o contrato do Brent com vencimento em junho subindo 4,94%, a US$ 99,92, e o WTI para maio avançando 3,04%, a US$ 99,51.
O Dólar à vista cedia 0,34%, a R$ 4,9945, e os juros futuros se afastavam das máximas. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia de 14,06% para 14,075%.
O dólar fechou abaixo dos R$ 5,00 pela primeira vez em dois anos nesta segunda-feira. Na mínima do dia, a moeda chegou a R$ 4,983, o menor valor desde março de 2024. Foi a quarta sessão consecutiva de perdas para a moeda norte-americana no Brasil, acumulando baixa de 8,95% no ano.
A divisa americana operou em alta pela manhã, beneficiando-se do aumento das tensões entre o Irã e os EUA. No entanto, a esperança de um acordo fez os ativos brasileiros ganharem força, incluindo o real em relação ao dólar. No exterior, a moeda norte-americana também exibia perdas ante boa parte das demais divisas de países emergentes.