A petrobras mantém negociações iniciais diretas com representantes do fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi, para a recompra da Refinaria de Mataripe, na Bahia. As conversas ocorrem após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter afirmado em março que a estatal recompraria a refinaria, que foi vendida durante o governo anterior.

A recompra de Mataripe, a segunda maior refinaria do país em capacidade, era uma ideia inicial do governo Lula que não havia avançado. No entanto, o aumento do preço do petróleo, impulsionado pela guerra no Irã, tornou mais evidente a necessidade de ampliar a capacidade doméstica de refino. O Brasil importa cerca de 25% de seu consumo de diesel.
Interesse e negociações em curso
Uma fonte com conhecimento do assunto indicou que há interesse da Petrobras e conversas em andamento, mas que ainda existem fatores importantes a serem definidos. A expectativa é de que um acordo possa ser fechado ainda neste ano. As negociações acontecem diretamente com o Mubadala no exterior, com o objetivo de um acordo até 2026.
Avaliação do ativo e capacidade de refino
Um dos principais pontos em discussão é a avaliação do ativo. A refinaria foi vendida em 2021 por US$ 1,65 bilhão e recebeu investimentos desde então. Atualmente, a refinaria estaria operando com cerca de 60% de sua capacidade, enquanto o parque de refino da Petrobras opera próximo do limite para atender a demanda interna, especialmente em um cenário de importações mais caras.
Apesar de o Brasil ser autossuficiente na produção de Petróleo, o país ainda depende da importação de derivados, como o diesel e o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), para suprir completamente o mercado interno.
Próximos passos e desfecho
Outra fonte confirmou que há interesse e negociações em andamento, com as equipes das empresas conversando. Contudo, ainda é preciso mais efetividade para que um acordo se concretize ainda este ano. A Petrobras não comentou o assunto imediatamente, e o Mubadala declinou de fazer comentários.
Fonte: Infomoney