Petróleo sobe com tensões EUA-Irã e petroleiras fecham mistas

Ações de petroleiras fecham mistas após alta inicial do petróleo em meio a tensões entre EUA e Irã. Preços do barril reagem a declarações de Trump.
An oil pumpjack in Cabimas, Zulia state, Venezuela.

As ações de petroleiras apresentaram desempenho misto nesta segunda-feira (13), refletindo a alta inicial nos preços do petróleo. O cenário foi marcado pelas tensões entre Estados Unidos e Irã, com ameaças sobre o Estreito de Ormuz. Durante o dia, os preços da commodity arrefeceram com declarações sobre possíveis negociações.

Os papéis da Petrobras registraram ganhos. Petrobras ON (PETR3) subiu 1,78%, negociada a R$ 54,96, enquanto Petrobras PN (PETR4) avançou 1,53%, alcançando R$ 49,78.

Entre as empresas independentes, a PRIO (PRIO3) teve alta de 1,26%, cotada a R$ 69,69. A PetroRecôncavo (RECV3) perdeu 3,15%, fechando a R$ 13,85. A Brava (BRAV3) registrou queda de 2,39%, a R$ 21,25.

Tensões no Estreito de Ormuz

O presidente americano, Donald Trump, ameaçou a China com uma tarifa de 50% caso o país se arme com o Irã. A ameaça surge em meio a relatos de envio de mísseis antiaéreos a Teerã e um bloqueio marítimo imposto pelos eua ao Irã.

O Irã declarou que qualquer aproximação de navios militares ao estreito seria tratada de forma severa. A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que o estreito está sob o controle e gestão da Marinha do país.

Mercado de Petróleo

O Petróleo WTI para maio, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), encerrou em alta de 2,6% (US$ 2,51), a US$ 99,08 o barril. O Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 4,36% (US$ 4,16), atingindo US$ 99,36 o barril.

No período da tarde, o petróleo reduziu seus ganhos após Trump mencionar que o Irã havia entrado em contato para retomar negociações. As conversas realizadas no final de semana não resultaram em uma resolução definitiva.

O fechamento do Estreito de Ormuz tem sido um fator determinante para o mercado. No entanto, bloqueios prolongados podem impactar a demanda, enquanto alternativas ganham espaço.

Fontes: Infomoney Moneytimes

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