Fiscal da Fazenda de SP tem aposentadoria cassada por extorsão

Auditora fiscal da Fazenda de São Paulo tem aposentadoria cassada após condenação por esquema de corrupção e extorsão de empresários em posto fiscal.
Fachada da Secretaria da Fazenda de São Paulo, órgão responsável pela apuração das irregularidades. Fachada da Secretaria da Fazenda de São Paulo, órgão responsável pela apuração das irregularidades.
Fiscal da Fazenda de SP tem aposentadoria cassada por extorsão em destaque no AEconomia.news.

A auditora fiscal da Fazenda de São Paulo, Eloísa Maria Andrade Henriques, teve sua aposentadoria cassada após condenação em um esquema de extorsão contra empresários. A decisão, formalizada pelo secretário da Receita estadual, Samuel Kinoshita, segue uma sentença de 18 anos de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção contra a administração pública.

O que você precisa saber

  • A auditora atuava no posto fiscal do Butantã, solicitando propinas em troca da redução ou anulação de autuações tributárias.
  • O esquema envolvia Marizete Fonseca Pacheco, condenada a 31 anos de prisão por operar uma consultoria de fachada utilizada no processo.
  • As vítimas relataram ameaças de multas milionárias para forçar a contratação de serviços inexistentes, visando mitigar cobranças fiscais.

Modus operandi da fiscalização irregular

Nos autos do processo, diversos empresários descreveram métodos de intimidação recorrentes adotados pela auditora. A fiscal impedia o contato com contadores da empresa, exigindo a presença exclusiva dos sócios no posto fiscal. O esquema forçava a contratação de uma consultoria que cobrava valores elevados sem prestar qualquer serviço técnico efetivo, enquanto a ameaça de autuações que inviabilizariam o negócio era mantida.

Decisão judicial confirma esquema de corrupção

O Tribunal de justiça de São Paulo manteve a condenação, validando a existência de ameaça velada contra contribuintes. O relator, desembargador Alberto Anderson Filho, apontou que as provas demonstram a manipulação artificial de multas para compelir empresas a contratar a consultoria indicada. A auditora, em sua Defesa, negou os ilícitos e alegou perseguição, mas a sentença foi confirmada em segunda instância, consolidando o rigor administrativo sobre o caso de Política Econômica estadual.

Fonte: Estadão

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