STJ determina soltura de MC Ryan após erro em prazo de prisão

Ministro do STJ ordena soltura imediata de MC Ryan SP após identificar ilegalidade no prazo da prisão temporária em operação da Polícia Federal.
MC Ryan SP em apresentação musical durante evento público. MC Ryan SP em apresentação musical durante evento público.
STJ determina soltura de MC Ryan após erro em prazo de prisão em destaque no AEconomia.news.

O ministro do Superior Tribunal de justiça (STJ), Messod Azulay Neto, concedeu habeas corpus e determinou a soltura imediata do cantor MC Ryan SP. O artista estava detido desde o dia 15, no âmbito da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo apostas ilegais e rifas digitais.

O que você precisa saber

  • A decisão doSTJtambém beneficia outros investigados, como o influenciador Diogo 305, o funkeiro Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira.
  • APolícia Federalaponta que o grupo teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão para o crime organizado.
  • O ministro identificou uma ilegalidade no prazo da prisão temporária, que foi fixado em 30 dias, superando os cinco dias solicitados pela investigação.

Entenda a decisão judicial

Segundo o magistrado, a manutenção da prisão por um período superior ao requerido pelos investigadores configurou um erro processual. Como o prazo de cinco dias, considerado adequado pelo tribunal, já havia expirado, a soltura foi decretada sob o argumento de flagrante ilegalidade.

A Defesa do funkeiro afirmou que a revogação da medida é a consequência jurídica natural do reconhecimento do erro no prazo da prisão temporária. O caso levanta debates sobre a condução de processos judiciais e a aplicação de medidas cautelares em investigações de grande porte.

Contexto da Operação Narco Fluxo

As investigações indicam que o esquema utilizava empresas de entretenimento e produção musical para mesclar receitas legítimas com valores provenientes de atividades ilícitas. O contador Rodrigo Morgado, apontado como operador-chave do grupo e ligado ao PCC, segue como figura central nas apurações sobre a estrutura financeira do esquema.

Fonte: Estadão

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