A Air Canada confirmou que o seu presidente e diretor executivo, Michael Rousseau, deixará o cargo nos próximos meses. A decisão ocorre após uma intensa pressão política e social motivada pela incapacidade do executivo de se comunicar em francês, idioma oficial no Canadá, em um momento de crise para a companhia aérea.
O contexto da saída do executivo
A controvérsia atingiu o ápice após um acidente envolvendo uma aeronave da subsidiária Jazz no aeroporto de LaGuardia. Em um comunicado sobre o incidente, Rousseau utilizou o francês apenas para saudações, ignorando a obrigatoriedade legal de comunicação bilíngue da empresa. O episódio gerou críticas diretas do primeiro-ministro canadense, Mark Carney.
Exigências de bilinguismo e responsabilidade corporativa
A Lei de Línguas Oficiais do Canadá impõe que empresas como a Air Canada garantam serviços e comunicações em inglês e francês. O governo de Quebec exigiu a renúncia do executivo, citando a importância da representatividade para a população francófona. O primeiro-ministro Carney classificou a postura de Rousseau como uma falha de julgamento.
Histórico de tensões linguísticas
Esta não foi a primeira vez que o executivo enfrentou críticas por sua relação com o idioma. Em 2021, durante um evento na Câmara de Comércio de Montreal, Rousseau discursou quase inteiramente em inglês. A pressão acumulada por mais de 2.000 queixas formais tornou a sua permanência insustentável para a governança da companhia aérea.
Fonte: Elpais