Gilmar Mendes critica condução de código de conduta no STF

O ministro Gilmar Mendes questiona a gestão de Edson Fachin no STF e defende um pacto entre os Poderes para discutir reformas estruturais no País.
Ministro Gilmar Mendes durante sessão no Supremo Tribunal Federal. Ministro Gilmar Mendes durante sessão no Supremo Tribunal Federal.
Gilmar Mendes critica condução de código de conduta no STF em destaque no AEconomia.news.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou divergência em relação à estratégia adotada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para a implementação de um novo código de conduta. O decano defendeu que decisões institucionais relevantes devem ser construídas de forma coletiva, evitando a exposição pública excessiva sobre temas de governança interna.

Divergências sobre o modelo de gestão

Segundo o magistrado, o funcionamento do STF baseia-se em um sistema de governança colegiada, com características de parlamentarismo, onde a presidência não detém poder decisório isolado. O ministro destacou a gestão da ex-ministra Rosa Weber como referência, citando que alterações regimentais sobre decisões monocráticas e pedidos de vista foram conduzidas por meio de articulação interna.

A proposta de um código de ética, defendida pela gestão de Edson Fachin, ocorre em um cenário de debates intensos sobre a atuação de magistrados e investigações em curso. Contudo, a iniciativa ainda não apresenta consenso entre os integrantes do tribunal, refletindo visões distintas sobre o método adequado para reformas administrativas.

Pacto republicano e relação entre Poderes

Além das questões internas, o ministro Gilmar Mendes defende a articulação de um pacto republicano envolvendo o Poder Executivo e o Poder Legislativo. O objetivo central seria discutir temas estruturais, incluindo o Orçamento, a condução de comissões parlamentares de inquérito e o aprimoramento da legislação para reduzir a judicialização excessiva de conflitos.

O magistrado também apontou a necessidade de reformas no Judiciário, em alinhamento com pautas debatidas pelo ministro Flávio Dino. Para Gilmar Mendes, o modelo atual apresenta disfuncionalidades que geram críticas contraditórias sobre a atuação da Corte, oscilando entre acusações de intervenção excessiva ou ausência de contenção institucional.

Fonte: Globo

Adicionar um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Imagens e vídeos são de seus respectivos autores.
Uso apenas editorial e jornalístico, sem representar opinião do site.

Precisa ajustar crédito ou solicitar remoção? Clique aqui.

Publicidade