O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou um acordo em nível técnico com a Argentina para a segunda revisão do programa dentro da Linha de Crédito Ampliada. O consenso pode resultar na liberação de aproximadamente US$ 1 bilhão para o país, dependendo da aprovação do conselho executivo.
O avanço ocorre em meio ao fortalecimento do ímpeto reformista recente, com destaque para a aprovação do Orçamento de 2026 e de legislações consideradas críticas. Ajustes no arcabouço monetário e cambial também têm contribuído para a recomposição das reservas internacionais.
O FMI destacou que o pacote de políticas acordado busca consolidar a desinflação, a estabilidade externa e o crescimento, apoiando o acesso sustentável da Argentina aos mercados financeiros.
Argentina melhora paulatinamente, diz FMI
No campo fiscal, a meta é o equilíbrio em caixa, compatível com superávit primário de 1,4% do PIB em 2026. Essa meta é sustentada por controle de gastos e espaço para assistência social focalizada.
Na Política Monetária, o compromisso é manter condições restritivas para apoiar a desaceleração da inflação. Há também medidas para reduzir a volatilidade dos juros e melhorar a transmissão da política monetária.
No setor externo, a projeção é de aumento de pelo menos US$ 8 bilhões nas reservas em 2026. Isso inclui a continuidade das compras de divisas pelo Banco Central argentino.
O organismo afirmou ainda que as autoridades permanecem comprometidas com as metas do programa e com eventuais medidas corretivas, caso sejam necessárias.
Na primeira revisão do programa, concluída em agosto de 2025, o FMI já havia aprovado um desembolso imediato de cerca de US$ 2 bilhões para a Argentina. Na ocasião, o fundo ressaltou que a forte implementação de políticas apoiou uma transição suave para um regime cambial mais flexível, com queda da Inflação e manutenção do crescimento econômico.
Fonte: Moneytimes