Uma pesquisa Datafolha revelou que 75% dos brasileiros acreditam que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) detêm poder demais. Ao mesmo tempo, 71% consideram a instituição essencial para a proteção da democracia no país.
O levantamento também indicou que 75% dos entrevistados percebem uma diminuição na confiança no STF em comparação com o passado. Esses dados foram coletados entre os dias 7 e 9 de abril, com 2.004 participantes em 137 municípios brasileiros.
A percepção sobre o poder do STF varia entre eleitores de diferentes espectros políticos. Entre aqueles que votaram em Jair Bolsonaro em 2022, 88% concordam que os ministros têm poder excessivo. Já entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva, esse índice é de 64%.
Em contrapartida, a essencialidade do STF para a democracia é reconhecida por 84% dos eleitores de Lula, enquanto 60% dos eleitores de Bolsonaro compartilham dessa visão. Entre os que votaram em branco ou nulo, 73% consideram o tribunal fundamental para o regime democrático.
Avaliação dos Ministros
A pesquisa apresentou a avaliação individual dos ministros do STF. André Mendonça obteve o melhor índice de aprovação, com 39% de avaliações positivas contra 13% de negativas. Cármen Lúcia aparece em seguida, com 42% de aprovação e 25% de desaprovação.
Luiz Fux também figura entre os ministros com saldo positivo na avaliação. Por outro lado, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Kassio Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli apresentaram índices de avaliação negativa.
Alexandre de Moraes registrou 33% de avaliações positivas e 41% de negativas. Gilmar Mendes teve 21% de aprovação e 33% de desaprovação, enquanto Dias Toffoli obteve 19% de avaliações positivas e 35% de negativas.
Envolvimento com o Banco Master
A pesquisa abordou ainda o caso Banco Master, com 55% dos brasileiros acreditando que ministros do STF estão envolvidos em irregularidades ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Cerca de 70% da população declarou ter conhecimento sobre as suspeitas que envolvem o tribunal.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.