A Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, registrou um aumento expressivo de 45% nos atendimentos durante o ano de 2025, totalizando 1.088.900 chamados. Em média, o serviço realizou 3 mil atendimentos diários, oferecendo desde informações sobre a rede de proteção a mulheres até denúncias de crimes.
A tendência de crescimento se manteve no início de 2026, com um aumento de 23% nas denúncias de violência no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Como buscar ajuda
O Ligue 180 opera ininterruptamente, 24 horas por dia, todos os dias da semana, com atendimento gratuito e sigiloso. Os contatos podem ser feitos pelo telefone 180, pelo aplicativo de mensagens WhatsApp no número (61) 9610-0180 ou através do endereço de e-mail central180@mulheres.gov.br.
Redes de proteção
O canal de atendimento não apenas recebe denúncias, mas também identifica a localização da vítima e a rede de proteção disponível no município. Isso inclui delegacias especializadas, Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) ou Unidades Básicas de Saúde. O Ministério Público pode ser acionado para o encaminhamento e monitoramento do processo.
Raio-x das denúncias
Em 2025, o Ligue 180 formalizou 155.111 denúncias de violência, com uma média diária de 425. A maioria dos chamados (66,3%) foi realizada pela própria vítima, seguida por terceiros (16,8%) e de forma anônima (16,9%).
Mulheres negras representam 43,16% das vítimas que declararam cor ou raça. A faixa etária com maior incidência de violência registrada é entre 40 e 44 anos.
Violência psicológica e violência vicária
A violência psicológica foi o tipo de crime mais recorrente em 2025, presente em 49,9% dos casos. Em seguida, aparece a violência física, com 15,3%. A violência vicária, que envolve o uso de filhos ou pessoas próximas para causar sofrimento à mulher, registrou 7.064 denúncias em 2025. No primeiro trimestre de 2026, representou 7,77% do total de queixas. Uma nova lei sancionada recentemente inclui essa modalidade tanto na Lei Maria da Penha quanto no Código Penal.
Ocorrência das agressões
O ambiente doméstico continua sendo o local mais frequente das agressões. Cerca de 40,76% dos casos ocorrem na casa da vítima e 28,58% em residências compartilhadas. Aproximadamente 31,86% das mulheres relatam sofrer violência diariamente.
Os agressores são majoritariamente ex-companheiros (15,15%) e parceiros atuais (12,29%).
Ranking regional
A região Sudeste concentrou 47,4% das denúncias em 2025. Os estados com maior número de registros foram São Paulo (34.476), Rio de Janeiro (22.757) e Minas Gerais (13.421).
Fonte: G1