O ministro Gilmar Mendes defende a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa movimentação indica um desejo de fortalecer a chamada ‘bancada do governo’ na corte constitucional.
A indicação de Messias avança para a Sabatina, após superar obstáculos. Mendes busca ampliar o número de ministros alinhados ao governo, que já inclui Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Cristiano Zanin, além de Flávio Dino. Paulo Gonet, procurador-geral da República, atua como assessor parlamentar deste grupo.
Fortalecimento em meio a questionamentos
O fortalecimento da bancada é atribuído ao enfraquecimento percebido após o caso Master, que evidenciou divergências. Moraes, apesar de abalado, mantém sua posição, mas enfrenta questionamentos. Sua atuação em investigações é vista como uma extensão proativa do Planalto.
Decisões futuras e influência política
A urgência de Gilmar Mendes em assegurar a maioria pode estar relacionada a decisões futuras, como a possibilidade de uma eleição suplementar no Rio de Janeiro ou a definição sobre quem governará o estado. A lealdade de indicados a Lula é um critério importante, e a influência de Mendes sobre senadores é considerada relevante.
Atuação política naturalizada na corte
A defesa pública de Mendes à candidatura de Messias reflete a naturalização da atuação Política em Brasília. A busca por aliados na corte visa garantir a maioria em decisões cruciais e proteger o sigilo de informações.
Fonte: Estadão