O candidato conservador à presidência do Peru, Rafael López Aliaga, defendeu a insurgência contra o resultado das Eleições. Mesmo com cerca de 10% dos votos ainda a serem contabilizados, ele organizou um protesto em frente ao Jurado Nacional de Elecciones, órgão eleitoral peruano, para denunciar fraude no processo realizado no último domingo.
López Aliaga lançou um ultimato de 24 horas às autoridades eleitorais para declarar a nulidade do processo, sob ameaça de convocar uma “marcha em massa” por todo o país. Ele afirmou que cerca de 500.000 votos foram “roubados”, mas não apresentou provas para sustentar a declaração.
O candidato também desqualificou o trabalho de observadores internacionais, que atestaram a lisura do processo. Ele mencionou que as missões da União Europeia e da OEA devem deixar o território nacional.
Mudança na apuração
Até a véspera, López Aliaga se mantinha na segunda posição na apuração, o que lhe garantiria um lugar no segundo turno. No entanto, ele foi ultrapassado nas últimas horas pelo parlamentar de centro-esquerda Roberto Sánchez.
Resultado parcial
Pelo último boletim do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), Sánchez tem 12% dos votos válidos e Aliaga possui 11,885%. Keiko Fujimori lidera a disputa, com 16,9% dos votos, e está garantida no segundo turno.
Investigação preliminar
Aliaga já vinha ameaçando contestar o resultado das eleições durante a disputa. Problemas de organização em várias zonas eleitorais no domingo, que obrigaram a extensão do prazo de votação, deram um motivo claro para a contestação. Por conta disso, a Junta Nacional de Justiça do Peru aprovou o início de uma investigação preliminar contra o chefe do ONPE, Piero Corvetto.
Fonte: Infomoney