O Mercado imobiliário apresenta um movimento atípico no início de 2026. Mesmo com a desaceleração no volume de vendas de imóveis, o número de hipotecas assinadas em fevereiro cresceu 11% em comparação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 45.563 operações. Este é o maior volume registrado para um mês de fevereiro nos últimos 15 anos, conforme dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Mudança no perfil do comprador
Especialistas do setor apontam que o crescimento das hipotecas, em contraste com a queda nas compraventas, reflete uma alteração no perfil de quem busca um imóvel. Enquanto investidores com maior liquidez estão se retirando do mercado devido aos preços elevados, a demanda por parte de famílias que dependem de crédito bancário permanece resiliente. Esse fenômeno explica por que o mercado de financiamento se intensifica mesmo em um cenário de menor volume de transações totais.
Dados do setor e impacto dos juros
O valor médio dos empréstimos alcançou 173.280 euros, um aumento de 11% em relação a 2025. O tipo de interesse médio situou-se em 2,88%, refletindo a política de manutenção de taxas pelo banco central Europeu (BCE). A preferência dos consumidores continua voltada para as modalidades de taxa fixa, que representaram 61% das contratações, oferecendo condições mais estáveis frente às oscilações do mercado.

O cenário econômico atual exige atenção, similar à cautela observada em outros indicadores globais. A dinâmica do crédito imobiliário segue como um termômetro fundamental para a saúde financeira das famílias e a estabilidade do setor de habitação.
Fonte: Elpais