A Secretaria da Fazenda de São Paulo oficializou a demissão a bem do serviço público do auditor fiscal Ricardo Catunda do Nascimento Guedes. A decisão, assinada pelo secretário Samuel Kinoshita, fundamenta-se no Estatuto dos Funcionários Públicos do Estado após acusações de recebimento de propinas e vazamento de dados sigilosos de operações fiscais.
O que você precisa saber
- O auditor é investigado pelaPolícia Federalna Operação Barão de Itararé.
- A investigação aponta movimentação financeira de R$ 6,4 milhões entre 2019 e 2024.
- A defesa do ex-servidor nega as acusações e pretende recorrer da decisão administrativa.
A demissão a bem do serviço público é a sanção administrativa mais severa, resultando na perda imediata do cargo e impedimentos para o retorno ao setor público. O caso ganhou repercussão após a descoberta de que o auditor negociava pagamentos ilícitos com empresários, utilizando aplicativos de mensagens para tratar de valores de forma cifrada.
Investigação e movimentação financeira
Relatórios da Polícia Federal indicam que o auditor e sua esposa movimentaram R$ 6,4 milhões em cinco anos. Parte dos recursos foi depositada de forma fracionada para evitar o monitoramento de órgãos de controle. Existe a suspeita do uso de uma empresa de fachada para emitir notas fiscais falsas e simular a legalidade dos valores recebidos.
Influência em processos fiscais
O inquérito aponta que o ex-corregedor atuava como facilitador para empresários do setor de combustíveis. Ele utilizava sua posição para interferir no andamento de processos, antecipar etapas de fiscalização e repassar informações privilegiadas sobre inspeções programadas pela Receita estadual. A conduta incluía a orientação direta a contribuintes sobre os trâmites internos do órgão.
A defesa do ex-auditor afirmou que o mérito do procedimento disciplinar será contestado judicialmente. O caso permanece sob análise das autoridades, enquanto o Estado reforça mecanismos de integridade institucional, tema central em discussões sobre a atuação de órgãos de controle.
Fonte: Estadão