O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que seu governo empreenderá todos os esforços para evitar a alta do preço do óleo diesel, reconhecendo seu efeito inflacionário sobre os alimentos. Lula também defendeu que a guerra no Irã, promovida pelos Estados Unidos e Israel, não deve prejudicar os brasileiros.
O governo já utilizou medidas tributárias e de fiscalização para conter a elevação dos preços dos combustíveis. A atenção a este tema se dá pela sua importância no custo de vida da população e pelos impactos na popularidade do presidente.
“E agora, o que está acontecendo com a guerra do Irã? O preço do combustível está subindo. E, com os preços do combustível subindo, isso vai chegar no alface, vai chegar no feijão, vai chegar no arroz, vai chegar em tudo o que a gente compra”, disse Lula, durante evento em São Paulo.
“Nós estamos jogando com o que a gente puder: com a Polícia Federal, com o Ministério Público, com todos os órgãos de fiscalização. Nós só vamos sossegar quando o preço do óleo diesel não subir, porque a guerra é do (Donald) Trump. A guerra não é do povo brasileiro, e a gente não tem que ser vítima dessa guerra”, afirmou.
Os preços do diesel no Brasil, que importa cerca de 25% de suas necessidades, já subiram perto de 15% desde o início da guerra. A alta do petróleo disparou após os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro.
Críticas à ONU e à guerra
Durante seu discurso, Lula comentou um artigo internacional que chamou a atenção dos líderes dos países com assentos permanentes no Conselho de Segurança da ONU — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia.
“Quando a ONU foi criada, em 1945, o Conselho de Segurança — e os seus membros permanentes, que são esses cinco países — foi criado para manter a paz no mundo. E eles estão fazendo guerra. Estão fazendo uma guerra”, disse.
“É preciso dar um recado a esses cinco senhores que são membros do Conselho de Segurança da ONU: criem juízo. O mundo precisa de paz. O mundo não precisa de guerra. Que se reúnam e parem com essa guerra”, defendeu.
Fonte: Infomoney