Ainda não está claro se um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, mediado pelo Paquistão, será efetivo. Embora um acordo de duas semanas tenha sido anunciado na terça-feira, relatos indicam que combates continuaram na quarta-feira.
Israel intensificou seus ataques no Líbano contra a milícia Hezbollah, apoiada pelo Irã, resultando em dezenas de mortes. Em resposta, o Irã considerou ataques contra Israel e também atingiu instalações de petróleo em países vizinhos do Golfo Pérsico, incluindo um oleoduto na Arábia Saudita. Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos também relataram ataques com mísseis e drones.
Os Estados Unidos afirmaram ter interrompido seus ataques, mas permanecem em prontidão para retomar as operações caso os esforços de paz falhem.
Estreito de Ormuz sob tensão
A abertura do Estreito de Ormuz permanece incerta. A TV estatal iraniana informou que uma embarcação navegou pelo estreito com permissão de Teerã, mas fontes de navegação indicam que a marinha iraniana ameaçou navios que tentassem passar. Uma autoridade iraniana sênior sugeriu que o bloqueio pode ser suspenso em breve, mas a permissão de Teerã ainda será necessária.
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o cessar-fogo exige a abertura do estreito, enquanto o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã indicou um acordo em princípio sobre o controle iraniano. Dados de tráfego marítimo mostram a passagem de algumas embarcações, mas a Hapag-Lloyd estima que o tráfego normalizado pode levar mais de seis semanas.
Preços do petróleo em queda, mas voláteis
Os preços do petróleo caíram para menos de US$ 100 por barril após o anúncio do cessar-fogo, com a expectativa de retorno de 20% da oferta mundial. O Brent negociava a US$ 94 e o West Texas Intermediate a US$ 95, ambos acima dos níveis pré-conflito. No entanto, os preços podem subir novamente caso os combates recomecem ou o bloqueio do estreito persista. Danos a instalações de petróleo na região e a incerteza sobre futuras interrupções também podem manter os preços elevados.
Negociações de paz com agendas divergentes
As negociações de paz enfrentam desafios devido às agendas distintas de Irã e EUA. O Irã exige o fim de todos os combates na região, a retirada das forças americanas, o levantamento de sanções, o direito de enriquecer urânio e o controle contínuo do estreito. Os EUA, por outro lado, buscam o fim do enriquecimento de urânio pelo Irã, a restrição de seu programa de mísseis balísticos e o corte de financiamento a aliados regionais.
Fontes: Infomoney Moneytimes