O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, respondeu a declarações do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que defendeu o impeachment e a prisão de ministros da Corte. Mendes considerou as críticas de Zema como irônicas, lembrando que o ex-governador acionou o STF para adiar o pagamento de parcelas da dívida de Minas Gerais com a União.
Segundo o ministro, sem o auxílio institucional do STF, o então governador teria enfrentado um cenário de grave desorganização fiscal. Mendes destacou que, quando o STF toma decisões que garantem o fluxo de caixa ou supram omissões do Legislativo, a Corte é vista como essencial. No entanto, quando contraria interesses políticos, o pragmatismo jurídico dá lugar a críticas sobre ativismo judicial e ataques aos ministros.
O ministro classificou a postura como uma “política do utilitarismo”. Dados da Secretaria do Tesouro Nacional indicam que liminares do STF suspenderam o pagamento de dívidas de Minas Gerais com a União por 21 meses.
Romeu Zema havia criticado o que chamou de “crise moral” no Brasil e a conduta de ministros do STF, referindo-se a eles como “farra dos intocáveis”. Em resposta às críticas de Mendes, Zema expressou preocupação com o “modelo mental” do ministro e questionou se as decisões judiciais visam obter vantagens. Ele afirmou que continuará criticando o Supremo enquanto observar condutas inadequadas.
Zema também mencionou ter recorrido ao STF para defender os mineiros da dívida bilionária e acusou ministros de usarem a Corte para obter benefícios pessoais e para familiares. Ele pediu que os ministros parem de “roubar o brasileiro” e de beneficiar parentes, voltando a ser juízes a serviço do povo.