Alexandre Ramagem é detido nos EUA por questões migratórias

Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, é detido nos Estados Unidos por questões migratórias após ser localizado em Orlando, Flórida.

Investigadores brasileiros e americanos acompanharam Alexandre Ramagem desde sua fuga para a Flórida em 2025. Inicialmente hospedado em um condomínio de luxo em Miami, ele posteriormente se mudou para uma residência em Orlando.

A localização de Ramagem foi possível após o monitoramento de um carro utilizado para buscar sua esposa no aeroporto, pouco após sua chegada aos Estados Unidos. A Polícia Federal informou que Ramagem foi preso nesta segunda-feira (13) por questões migratórias.

Antes da detenção, Ramagem foi parado por policiais de trânsito sob a alegação de uma infração. Durante a abordagem, os agentes verificaram que seu passaporte estava vencido, levando-o a um centro de detenção do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE).

O caso agora será analisado por um juiz de imigração em Jacksonville, Flórida. A Defesa de Ramagem precisará apresentar um pedido de liberdade, enquanto as autoridades brasileiras buscarão demonstrar que não há perseguição política ou judicial, mas sim a tentativa de fuga do cumprimento de pena.

A prisão é resultado de um trabalho de meses, com monitoramento terrestre nos EUA e reuniões com agências de segurança americanas. Descobriu-se que Ramagem comprou um carro utilizando um passaporte diplomático cancelado pela Justiça brasileira, mas um pedido de mandado de prisão por Fraude documental foi negado pela Justiça americana.

Condenação no Brasil

Alexandre Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por integrar o núcleo da trama golpista que visava manter Jair Bolsonaro no poder. Antes de sua prisão, o ministro Alexandre de Moraes já havia determinado a inclusão de seu nome na lista da Interpol e a Câmara dos Deputados cassou seu mandato e cancelou seu passaporte diplomático.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, destacou a cooperação internacional no combate ao crime organizado e aguarda os trâmites burocráticos para o retorno de Ramagem ao Brasil.

Fontes: G1 Estadão

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