Parlamentares do Partido Liberal (PL) solicitaram asilo político nos Estados Unidos para Alexandre Ramagem, ex-deputado que foi detido na Flórida por infração de trânsito e visto vencido. Aliados do ex-parlamentar o consideram um ‘perseguido político’ no Brasil e buscam anular sua cassação.
O pedido de asilo foi protocolado junto à embaixada dos Estados Unidos. Ramagem foi abordado pela polícia na Flórida e, por estar com o visto vencido desde o início de março, foi encaminhado ao Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).
Especialistas indicam que a detenção de Ramagem pode levar à deportação por questões migratórias ou ao avanço de um processo de extradição solicitado pelo Brasil. Os deputados defensores de Ramagem afirmam que ele não retornou ao Brasil após o vencimento do visto por ser alvo de perseguição Política.
O senador Jorge Seif (PL-SC) enviou um documento à Embaixada dos Estados Unidos, argumentando que o caso de Ramagem envolve riscos à segurança jurídica e levanta questões sobre perseguição Política.
O PL também atua em outras frentes para auxiliar Ramagem. O partido entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a decisão que resultou na cassação do mandato de Ramagem como deputado federal. Adicionalmente, solicitaram ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), que interceda na causa, e fizeram um requerimento ao Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre as ações do governo Lula em relação ao caso.
Paulo Figueiredo, influenciador que reside nos Estados Unidos e aliado de Ramagem, declarou que o ex-deputado foi detido apenas por uma infração de trânsito. Figueiredo está prestando assistência para evitar a deportação de Ramagem e afirmou que ele possui um pedido de asilo pendente nos EUA, o que o colocaria em condição legal no país.
Os parlamentares do PL criticaram o que chamam de perseguição contra opositores por parte do Supremo. Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo anterior, perdeu o mandato devido à sua condenação na Corte por participação na tentativa de golpe de Estado. Ele foi sentenciado a 16 anos e um mês de reclusão e, ao descumprir a proibição judicial de deixar o país, fugiu para os Estados Unidos.