O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) não compareceu ao interrogatório marcado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (14). A ausência do réu na ação penal por coação no curso do processo pode levar o caso para as fases finais antes do julgamento.

Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, seria ouvido por videoconferência. Ele não indicou um advogado e é representado pela Defensoria Pública da União (DPU).
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de tentar obstruir o processo sobre a Tentativa de golpe de Estado. Segundo a acusação, Eduardo buscou junto ao governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, a imposição de sanções e tarifas ao Brasil e a autoridades do Judiciário como represália ao julgamento.
Durante a audiência, o juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, declarou o interrogatório prejudicado devido à ausência do réu. Foi aberto um prazo de cinco dias para que a DPU e a PGR informem se requerem novas diligências.
Caso não sejam solicitadas novas medidas, Moraes poderá abrir prazo para a apresentação das alegações finais, as últimas manifestações no processo, primeiro pela PGR e depois pela DPU.
Ameaças a ministros
De acordo com a PGR, a estratégia de Eduardo Bolsonaro e de Paulo Figueiredo, produtor de conteúdo e aliado da família Bolsonaro, consistia em ameaçar os ministros do STF com a obtenção de sanções estrangeiras. A intenção seria pressionar os magistrados e o próprio Brasil.
Para executar o plano, eles utilizaram suas conexões nos Estados Unidos, incluindo contatos com integrantes do alto escalão do governo norte-americano.
Fonte: G1