Irã considera exigências dos EUA sobre Estreito de Ormuz excessivas

Irã considera exigências dos EUA sobre o Estreito de Ormuz excessivas em negociações no Paquistão. Conflito impacta mercado de petróleo.
FILE PHOTO: FILE PHOTO: Cargo ships in the Gulf, near the Strait of Hormuz, as seen from northern Ras al-Khaimah, near the border with Oman’s Musandam governance, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in United Arab Emirates, March 11, 2026. REUTERS/Stringer/File Photo/File Photo

A imprensa iraniana reporta que os Estados Unidos apresentam “exigências excessivas” em relação ao Estreito de Ormuz, um corredor vital para o trânsito global de petróleo e cuja abertura é uma demanda central de Washington.

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estreito ormuz
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As negociações entre os dois países tiveram início em Islamabad, Paquistão, com a presença de oficiais paquistaneses. Após mais de cinco horas de conversa e duas pausas, as negociações foram retomadas para uma terceira rodada, segundo a agência estatal iraniana.

Os Estados Unidos são representados pelo vice-presidente JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump. O Irã enviou uma delegação de 70 pessoas, liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.

O encontro ocorre dias após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas em um conflito que já causou milhares de mortos e impactou os mercados globais.

Importância do Estreito de Ormuz

O Irã bloqueou a passagem do Estreito de Ormuz, e sua reabertura foi foco de um ultimato de Trump. Washington também deseja que o Irã desista de seu projeto nuclear e arsenal de mísseis balísticos.

Por outro lado, o Irã busca manter o controle da passagem e exige a retirada das forças americanas de bases na região, além de preservar o direito ao enriquecimento nuclear.

A televisão estatal iraniana informou que a delegação do Irã apresentou seus termos para o fim do conflito, incluindo indenização por danos causados por ataques conjuntos de EUA e Israel, e a liberação de ativos congelados.

Cessar-fogo e diplomacia

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou que o cessar-fogo no Líbano é uma “exigência fundamental” nas negociações. Israel continuou atacando o Líbano após o anúncio do cessar-fogo, apesar de o Paquistão incluir o país no acordo.

Baghaei descreveu as negociações como um “momento particular” para o Irã, enquadrando a diplomacia como uma “continuação da defesa e uma continuação da guerra”.

Impactos do conflito

A guerra, iniciada em 28 de fevereiro com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, resultou na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e se espalhou para países vizinhos, tornando-se um conflito regional.

O conflito causou milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano, além de países do Golfo e Israel. Centenas de milhares de pessoas foram deslocadas, e a economia global foi severamente abalada.

A guerra paralisou o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, e danificou instalações de produção de petróleo e gás no Oriente Médio. Os preços do petróleo bruto Brent dispararam de cerca de US$ 70 por barril para mais de US$ 119 em alguns momentos.

Fonte: Infomoney

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