As negociações diretas entre os Estados Unidos e o Irã, realizadas no Paquistão, terminaram sem um acordo, levantando incertezas sobre a continuidade do cessar-fogo de seis semanas. O vice-presidente americano, JD Vance, liderou a delegação dos EUA e declarou que o Irã se recusou a comprometer-se a não buscar uma arma nuclear, ponto considerado uma linha vermelha por Washington.
Impasse nas negociações
Vance informou que os EUA apresentaram uma proposta final, mas o Irã não a aceitou. A mídia iraniana, por sua vez, citou demandas consideradas excessivas por parte dos Estados Unidos. O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que a resolução de diferenças complexas em uma única rodada de negociações era improvável, mas deixou a porta aberta para futuras discussões.
Impacto no cessar-fogo e mercados
O fim abrupto das conversas, que duraram cerca de 21 horas, coloca em risco o cessar-fogo estabelecido na semana anterior. Analistas apontam que a ausência de um acordo pode levar à retomada da guerra e afetar os mercados de petróleo e gás. A disputa sobre o controle do Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano permanecem como pontos centrais de divergência.
Esforços diplomáticos e próximos passos
O Paquistão, que mediou as conversas, descreveu as negociações como construtivas e pediu a manutenção do cessar-fogo, indicando que continuará a facilitar o diálogo. Especialistas sugerem que, apesar do resultado imediato, novos esforços diplomáticos podem ocorrer, impulsionados pela necessidade de ambos os lados em buscar uma resolução para o conflito.
Fontes: Infomoney Moneytimes