Ucrânia e Rússia celebraram a Páscoa Ortodoxa neste domingo (data), trocando acusações sobre milhares de violações de uma trégua acordada para o feriado. Em Kiev, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy participou de um serviço religioso e elogiou a resiliência do país após mais de quatro anos de invasão russa, afirmando a confiança nas forças de segurança e defesa.






Em Moscou, o presidente russo Vladimir Putin destacou o papel da Igreja Ortodoxa no apoio à chamada “operação militar especial” na Ucrânia. Putin declarou uma cessar-fogo temporário para permitir as celebrações de Páscoa, mas ambas as partes relataram descumprimentos.
Trégua de Páscoa: Ucrânia e Rússia alegam milhares de violações
As Forças Armadas da Ucrânia reportaram 2.299 violações desde sábado, incluindo 479 ataques de artilharia e cerca de 1.800 ataques menores com drones. O Ministério da Defesa russo, por sua vez, acusou a Ucrânia de 1.971 violações entre a noite de sábado e a manhã de domingo, especialmente no setor de Pokrovsk, no leste da Ucrânia, afirmando que todos os ataques foram repelidos.
Kremlin condiciona fim da trégua a termos de paz
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que a Rússia não estenderá a trégua de Páscoa a menos que a Ucrânia aceite os termos de paz propostos por Moscou. Segundo agências de notícias russas, Peskov afirmou que a paz sustentável só virá com a garantia dos interesses russos e o cumprimento dos objetivos iniciais. Ele acrescentou que as tropas russas ainda buscam o controle da parte restante da região de Donetsk, que permanece sob controle ucraniano.
Fonte: Dw