O Tesouro Nacional realizou a maior emissão de títulos de Dívida de sua história, captando 5 bilhões de euros no mercado europeu. A operação atraiu uma demanda de quase 16 bilhões de euros e contou com a participação de mais de 700 investidores. Especialistas avaliam que a transação pode abrir caminho para futuras ofertas de empresas brasileiras em euros.
O cenário também se mostra favorável para captações em dólar, com cerca de oito empresas planejando emitir papéis nas próximas duas semanas. Entre elas, estão nomes como Banco do brasil e Caixa. A empresa de proteínas Minerva já emitiu US$ 600 milhões com vencimento em dez anos.
A emissão em euros foi dividida em três séries, com vencimentos em quatro, sete e dez anos. As taxas oferecidas foram inferiores às indicadas inicialmente, com redução de 0,35 ponto percentual. O título com vencimento em 2030 foi emitido a 4,240% ao ano, o de 2033 a 5,031% e o de 2036 a 5,627%.
A forte demanda pelos títulos soberanos foi impulsionada pelo longo período em que o Brasil esteve ausente desse mercado, há mais de uma década. A operação demonstrou o interesse do investidor pelo Brasil e a confiança na dívida soberana brasileira. A emissão reforça o papel das captações externas no alongamento do prazo médio da dívida e na diversificação da base de investidores.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou a emissão como “histórica” e reafirmou o compromisso com a internacionalização das finanças públicas brasileiras. O Tesouro Nacional também monitora o mercado em dólares e planeja emitir títulos na China ainda neste ano.
Fontes: Globo Moneytimes