O mercado de seguros de automóveis no Brasil passa por uma transformação tecnológica profunda, utilizando Inteligência Artificial para precificar riscos e diversificar a oferta de apólices. Com valores que variam de R$ 200 a R$ 40 mil, as seguradoras buscam superar a estagnação histórica que mantém a cobertura em cerca de 30% da frota nacional, totalizando 20 milhões de veículos.
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Evolução da frota e novos desafios
A complexidade do setor é impulsionada pela mudança no perfil dos veículos. A ascensão de modelos elétricos, como o BYD Dolphin Mini, e o aumento expressivo na frota de blindados — que dobrou em quatro anos, chegando a 40 mil unidades em 2025 — exigem novos modelos de análise. Segundo dados da Susep e da CNseg, o ramo de automóveis movimentou R$ 61,6 bilhões em 2025, um crescimento de 6,8% em relação ao ano anterior.
Tecnologia como motor de eficiência
Para otimizar a aceitação de riscos, as empresas reduziram o tempo de análise de quatro horas para menos de 90 minutos. A Tecnologia permite que o cliente realize a própria vistoria via aplicativo, enquanto sistemas de IA avaliam a coerência entre os danos e o relato do acidente. A automação substituiu tabelas rígidas por modelos que consideram bilhões de variáveis, permitindo a inclusão de nichos antes recusados, como esportivos e carros de luxo.
Expansão e flexibilização da oferta
As seguradoras também miram a integração das Associações de Proteção Veicular ao sistema regulado. A estratégia atual foca na flexibilização, com produtos que cobrem desde trajetos específicos até assistências básicas. Com a melhor Gestão de dados, a expectativa é que o setor supere barreiras tradicionais de custo e perfil de risco.
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Fonte: Globo