O avanço da Inteligência Artificial na criação de imagens e vídeos impulsiona um aumento nas fraudes digitais, impactando o setor de seguros. O segmento de automóveis enfrenta os maiores desafios, com o uso de edições para simular ou alterar danos em veículos. Dados do mercado indicam que 98% das seguradoras registram alta nas tentativas de manipulação de mídia, o que exige maior rigor na análise de sinistros.
Tecnologia como barreira contra fraudes
Empresas como a Cilia, que atende cerca de 90% das companhias no Brasil, utilizam sistemas capazes de processar mais de 400 imagens por minuto. A tecnologia cruza padrões invisíveis ao olho humano para identificar se uma imagem é original ou gerada por ferramentas digitais. O processo detecta desde pequenas alterações de pixels até a compatibilidade do dano com a dinâmica real do acidente.
A adoção de múltiplas camadas de análise tornou-se essencial para a gestão de riscos. Além da auditoria digital, seguradoras como a Tokio Marine implementam vistorias ao vivo e utilizam biometria facial para confirmar a identidade dos segurados e evitar fraudes estruturadas em processos de governança de dados.
Consequências legais e risco reputacional
O cenário é agravado pela conduta dos consumidores, com 36% dos clientes admitindo considerar a alteração de fotos de sinistros para obter vantagem financeira. Especialistas alertam que a prática resulta na perda do direito à indenização e pode acarretar sanções criminais severas.
O desafio do setor é equilibrar a segurança com a agilidade no atendimento. Segundo a Generali Brasil, a estratégia atual foca na combinação de detecção tecnológica com a orientação do cliente, visando prevenir irregularidades que comprometam a situação legal dos segurados.
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Fonte: Globo