O mercado de seguros para projetos de créditos de carbono ganha tração no Brasil, oferecendo proteção contra riscos operacionais, fraudes e eventos climáticos extremos. Com o setor voluntário global estimado em US$ 1,01 bilhão para 2026, a demanda por mecanismos que garantam a integridade dos ativos florestais cresce à medida que empresas buscam compensar emissões de gases de efeito estufa.
O papel do Brasil no mercado de carbono
O Brasil ocupa uma posição estratégica, liderando o mercado voluntário na América do Sul com 40% dos projetos da região. Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), o país possui vantagens competitivas, como a força do agronegócio e a experiência em soluções baseadas na natureza. O desenvolvimento do setor depende, contudo, de estabilidade regulatória e segurança jurídica para atrair capital.
Proteção contra riscos e fraudes
As apólices atuais focam em mitigar o risco de reversão, protegendo ativos contra incêndios, desmatamento ilegal e pragas. O seguro atua como uma camada de confiança para investidores, combatendo irregularidades. Empresas como a Future Climate e a AON lançaram produtos que cobrem até 40% do valor da transação, protegendo compradores contra falhas na entrega de créditos e volatilidade.
Desafios para a escala do setor
O custo das apólices ainda representa uma barreira, sendo frequentemente embutido no preço da tonelada de CO2. Especialistas apontam que a entrada de resseguradoras será fundamental para reduzir custos e tornar o produto acessível. A tecnologia desempenha papel vital, com seguradoras intensificando o uso de inteligência artificial para combater fraudes em sinistros e aumentar a precisão na análise de riscos ambientais.
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Fonte: Globo