O consórcio apresenta-se como uma alternativa ao financiamento tradicional, destacando-se pela ausência de juros e pela previsibilidade das parcelas. Contudo, a modalidade exige um rigoroso planejamento financeiro para evitar a interrupção no pagamento das prestações ao longo do tempo.
O que considerar antes de contratar
A decisão de ingressar em um grupo deve considerar a estabilidade da renda e a capacidade de comprometimento mensal. Especialistas recomendam que o valor das parcelas permaneça entre 10% e 20% da renda mensal, podendo atingir até 30% em casos específicos, desde que a sustentabilidade do orçamento seja mantida.
Para quem possui dificuldade em poupar, o consórcio funciona como uma ferramenta de disciplina financeira, criando uma obrigação recorrente que auxilia na formação de patrimônio. A organização prévia é essencial para que o compromisso não se torne um peso no orçamento familiar.
Funcionamento dos lances e contemplação
A contemplação pode ocorrer por sorteio ou por meio de lances. Embora não seja obrigatório possuir reserva financeira inicial, o uso de recursos próprios ou do chamado lance embutido — que utiliza parte da própria carta de crédito — pode acelerar o processo de aquisição do bem.
Ao optar pelo lance embutido, o consorciado deve estar ciente de que o valor final disponível para a compra será reduzido. Estratégias bem-sucedidas envolvem a análise do histórico do grupo, onde lances competitivos costumam variar entre 50% e 70% do valor total.
Gestão do orçamento e metas
Manter as contas em dia é fundamental para a saúde financeira de quem busca realizar objetivos através de modalidades de crédito. O consumidor deve estabelecer regras próprias para o controle de gastos e investimentos.
A escolha pelo consórcio deve ser pautada pela clareza sobre o objetivo final e pela capacidade de manter o pagamento das parcelas sem comprometer o padrão de vida ou a reserva de emergência.
Fonte: Infomoney