O Reino Unido e a França estabeleceram um novo acordo de três anos com o objetivo de reduzir a travessia irregular de migrantes pelo Canal da Mancha. A iniciativa prevê um investimento britânico de até 766 milhões de euros, equivalente a 897 milhões de dólares, para reforçar o patrulhamento costeiro e a segurança na região.






Conforme os termos estabelecidos, a França ampliará o efetivo de agentes em suas costas, atingindo a marca de 1.400 oficiais até 2029, um aumento superior a 50%. Parte significativa do financiamento, cerca de um quarto do montante total, está condicionada à eficácia das medidas implementadas pelas autoridades francesas.
O que prevê o novo acordo de segurança
O pacto, que renova o Tratado de Sandhurst, foca na modernização da vigilância e na resposta operacional contra redes de contrabando. As principais medidas incluem:
- Expansão do uso deTecnologiade vigilância, incluindo drones, helicópteros e sistemas de câmeras de alta resolução.
- Criação de uma unidade especializada de choque com 50 integrantes e reforço das equipes de inteligência e judiciais.
- Aumento do patrulhamento marítimo com novas embarcações e mais de 20 oficiais adicionais dedicados à interceptação de embarcações.
- Mobilização de pessoal militar e deSegurançaem praias estratégicas do norte da França.
Contexto das travessias e impacto econômico
O cenário de migração irregular apresentou desafios significativos em 2025, quando cerca de 41 mil pessoas realizaram a travessia em pequenas embarcações, o maior volume registrado desde 2018. A pressão por resultados é constante, especialmente considerando os riscos operacionais e os custos associados à gestão de fronteiras.
Autoridades francesas destacam que, desde o início de 2026, houve uma redução de 50% nas chegadas ao território britânico em comparação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, cerca de 480 contrabandistas foram detidos ao longo de 2025. O governo britânico reforça que o trabalho conjunto com a França já impediu mais de 42 mil tentativas de travessia desde julho de 2024, demonstrando a importância da cooperação bilateral para a estabilidade das políticas de controle de fronteiras.
Fonte: Dw