A Mercadona consolida há dois anos um novo modelo de venda de pescados em suas unidades, substituindo os balcões tradicionais por câmaras de refrigeração. O formato disponibiliza produtos porcionados e embalados em bandejas, focando na eficiência e conveniência para o consumidor.
Para viabilizar essa mudança, a rede de supermercados concedeu cerca de 130 milhões de euros em empréstimos para seus fornecedores. De acordo com o relatório da Inmo Alameda, holding de Juan Roig, os saldos pendentes de recebimento por empréstimos a parceiros saltaram de 41 milhões para 171 milhões de euros ao final de 2025.
Adaptação industrial e tecnologia
A reestruturação exige que os fornecedores invistam em tecnologia de embalagem para assegurar a conservação e a segurança alimentar. Segundo Juan Roig, a empresa busca replicar o modelo já adotado no setor de carnes, onde a preparação ocorre fora do ponto de venda.
Empresas como Profand, Mascato e Frime colaboram na adaptação do sortimento. A Profand, principal fornecedora, alcançou receita de 1,116 bilhão de euros em 2025, impulsionada por essa parceria estratégica no segmento de varejo.
Expansão do modelo comercial
Ao final de 2025, o novo formato de pescados estava presente em 310 lojas da rede. A iniciativa faz parte do projeto “Tienda 9”, um plano de investimento de 3,1 bilhões de euros até 2033 para modernização operacional.
A companhia justifica a alteração pela necessidade de reduzir o tempo entre a captura e o consumo. A estratégia destaca a busca por eficiência no mercado europeu de alimentos.
Fonte: Cincodias