O bilionário Elon Musk não compareceu a uma intimação para interrogatório em uma Investigação conduzida pelas autoridades francesas sobre a rede social X e seu chatbot de Inteligência Artificial, o Grok. O procedimento apura supostos abusos de algoritmos e a extração indevida de dados de usuários, conforme informou o escritório do promotor de Paris.
O que você precisa saber
- A investigação foca em suspeitas de cumplicidade na distribuição de pornografia infantil e na criação de deepfakes sexuais pelo Grok.
- A intimação ocorreu após a unidade de crimes cibernéticos da promotoria francesa realizar diligências no escritório local da plataforma.
- O Departamento deJustiçados EUA teria sinalizado resistência à cooperação com o processo, classificando-o como politicamente motivado.
Contexto da investigação
A ausência de Musk na audiência, que era obrigatória, não interrompe o curso das apurações. Embora as autoridades francesas não possuam meios imediatos para forçar o comparecimento do empresário, a falta de resposta pode levar a medidas mais severas, como a decretação de custódia policial. A defesa de Musk já havia classificado anteriormente as ações dos promotores como uma investigação com motivação política.
O caso se insere em um cenário de maior rigor regulatório sobre as Big Tech na Europa. Governos locais têm intensificado o escrutínio sobre moderação de conteúdo e conformidade com leis de proteção de dados, gerando tensões diplomáticas com os Estados Unidos. A situação reflete desafios enfrentados por outras plataformas, como a Amazon, que enfrenta processos por práticas de mercado em diferentes jurisdições.
Impacto nas relações transatlânticas
A promotoria de Paris reiterou a independência do Judiciário francês frente a questionamentos sobre a natureza do inquérito. Além de Musk, outros executivos do X, incluindo a ex-CEO Linda Yaccarino, foram intimados como testemunhas. O debate sobre a regulação de empresas de tecnologia, que envolve multas e impostos, permanece como um ponto de atrito entre a administração americana e o bloco europeu.
Fonte: Infomoney