Mercado reage a conflito Irã-Israel com volatilidade e prêmio de risco

Mercados reagem ao conflito Irã-Israel com volatilidade. Entenda como a incerteza geopolítica afeta o preço do petróleo e as estratégias de investimento.

Os mercados financeiros reagem ao conflito entre Irã e Israel de forma binária, precificando os acontecimentos sem admitir tons cinzentos ou incertezas. A situação no terreno é marcada pela falta de visibilidade, contradições e máxima incerteza. A cotação do Ibex, próxima aos níveis pré-guerra, sugere um cessar-fogo aceito, enquanto o Brent, 35% acima, indica uma notável prima de risco geopolítico.

O cessar-fogo negociado tem enfrentado complicações, com o Irã optando por não abrir o Estreito de Ormuz diante da escalada em Líbano. A Guarda Revolucionária pode ter mais influência com o Brent a 100 dólares do que a 80, e o regime iraniano tem pouco a perder após um mês de bombardeios. Donald Trump também parece mais confortável negociando em situações de risco.

O mercado mantém uma complacência relativa, acreditando que um acordo será alcançado. Ambas as partes têm interesse em uma normalidade, mas o caminho para isso é complexo. Mesmo em um cenário positivo, o petróleo permanecerá mais caro, com economias deterioradas e possíveis altas de juros. Isso ocorre em um contexto de avaliações exigentes e sinais de risco em algumas áreas do mercado.

Para investidores, ficar fora do mercado esperando o pior não é uma opção. Perfis mais defensivos na Bolsa, especialmente aqueles com alta rentabilidade por dividendo, podem ser uma alternativa para mitigar riscos menos controláveis.

Fonte: Cincodias

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