Ibovespa supera 197 mil pontos com projeções de alta para 2026

Projeções indicam que o Ibovespa pode superar os 200 mil pontos em 2026, impulsionado por fatores como a paz no Oriente Médio e políticas econômicas favoráveis.

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira (10), renovando máximas e encerrando acima dos 197 mil pontos pela primeira vez. Agentes financeiros aguardam negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, o que contribuiu para a valorização do índice. Muitas projeções que previam o Ibovespa em torno de 200 mil pontos apenas no fim do ano foram antecipadas para o início do segundo trimestre.

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O JPMorgan, que projetava o Ibovespa a 190 mil pontos no fim do ano passado, agora considera um cenário otimista de 230 mil pontos. Para atingir essa meta, as estrategistas da instituição destacam a necessidade de o Brasil transitar de uma estratégia momentânea para um crescimento estrutural mais sustentável. Mudanças nas políticas, como uma postura fiscal mais crível, criariam espaço para uma política monetária mais flexível e ajudariam a reduzir os rendimentos em toda a curva, o que poderia levar a um desempenho significativamente superior do país.

Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, aponta que o fim do conflito Irã-EUA poderia adicionar cerca de 35 mil pontos ao índice, especialmente se o câmbio favorecer com um dólar mais baixo e os juros caírem em ritmo acelerado. A acomodação do petróleo para cerca de US$ 70 por barril, patamar anterior ao conflito, também reduziria a pressão sobre as expectativas de inflação decorrentes do aumento dos custos de energia globalmente.

Mesmo antes de um cenário de fim de conflito, algumas casas já haviam reforçado o otimismo com o índice. No fim de março e início de abril, o Safra elevou sua projeção para o Ibovespa para 220 mil pontos ao final deste ano, enquanto o BB Investimentos manteve seu preço-alvo em 205 mil pontos.

O Safra justificou a mudança de projeção destacando que o índice negociava a múltiplos inferiores à sua média histórica e abaixo de mercados emergentes e pares latino-americanos. O banco avaliou que esse desconto não condiz com o potencial de crescimento de lucros estimado.

A equipe econômica do Safra também considera que o Banco Central pode ignorar choques temporários no petróleo, desde que os efeitos sobre a inflação não sejam persistentes. A projeção da casa é de Selic em 11,75% no fim de 2026 e 9,5% no fim de 2027, patamares considerados mais favoráveis para ativos de risco. Em ciclos anteriores de afrouxamento monetário, o múltiplo preço/lucro do Ibovespa avançou de 9,8 vezes para 11 vezes, reforçando a tese de reprecificação da bolsa com a queda dos juros.

A tese de médio prazo do Safra se apoia em: bolsa descontada; recuperação de lucros; possível continuidade do corte de juros; fluxo internacional para emergentes; e maior atratividade relativa de setores da economia real.

Fonte: Infomoney

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