Justiça espanhola aplica multa recorde de 43 milhões em pirataria

Justiça espanhola condena rede de IPTV a pagar 43 milhões de euros em multas. Decisão é a maior sanção contra pirataria e lavagem de dinheiro no país.
Representação de bloqueio de sinal de transmissão ilegal de eventos esportivos. Representação de bloqueio de sinal de transmissão ilegal de eventos esportivos.
Justiça espanhola aplica multa recorde de 43 milhões em pirataria em destaque no AEconomia.news.

A Audiência Nacional da Espanha condenou uma rede internacional de distribuição ilegal de conteúdos por protocolo de internet (IPTV) ao pagamento de 43 milhões de euros em multas e indenizações. Esta decisão configura a maior sanção financeira aplicada no país por crimes contra a propriedade intelectual, lavagem de dinheiro e delitos contra o mercado.

Estrutura da rede e impacto econômico

A organização operava plataformas como IPTVStack e RapidIPTV, gerenciando uma base com mais de dois milhões de usuários em três continentes. A infraestrutura, distribuída em 13 países, permitiu que os responsáveis gerassem receitas estimadas em 17 milhões de euros com a retransmissão ilícita de eventos esportivos, filmes e séries.

O tribunal determinou o pagamento de 12 milhões de euros em indenizações diretas às entidades lesadas, incluindo a LaLiga, Movistar Plus+, Mediapro e Egeda. Os 30 milhões de euros restantes referem-se a multas por atividades de lavagem de capitais, que utilizavam criptomoedas e empresas de fachada para ocultar os lucros.

Combate judiciário à pirataria digital

A Investigação, conduzida pela Polícia Nacional, resultou no confisco de ativos, incluindo imóveis em Barcelona e no Irã, além de veículos. O presidente da LaLiga, Javier Tebas, destacou que a estratégia antipirataria da entidade reduziu em 60% o consumo de conteúdo ilícito na temporada 2024/25.

O sistema jurídico espanhol endurece o combate a essas práticas com normas que permitem o bloqueio ágil de endereços IP com conteúdo ilícito. A Justiça avança contra facilitadores técnicos, como a empresa Cloudflare, investigada por supostamente dificultar a eficácia de bloqueios judiciais contra redes de distribuição de conteúdo pirata.

Fonte: Cincodias

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