Geraldo Alckmin defende redução da jornada de trabalho no Brasil

Geraldo Alckmin apoia redução da jornada de trabalho no Brasil e mudanças na escala 6×1, destacando o papel da tecnologia e da produtividade no setor.
Geraldo Alckmin durante visita à fábrica da Unipar em Cubatão. Geraldo Alckmin durante visita à fábrica da Unipar em Cubatão.
Geraldo Alckmin defende redução da jornada de trabalho no Brasil em destaque no AEconomia.news.

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, manifestou apoio à redução da jornada de trabalho e ao fim da escala 6×1, ressaltando a necessidade de considerar as especificidades de cada setor econômico. A declaração ocorreu durante visita às instalações da Unipar Carbocloro, em Cubatão, que recebeu investimentos superiores a R$ 1 bilhão.

Segundo o vice-presidente, o avanço tecnológico, impulsionado pela Inteligência Artificial e pela automação industrial, cria condições favoráveis para a transição do modelo atual. Setores como Indústria, agricultura e serviços, incluindo a medicina, já incorporam tecnologias que permitem maior eficiência com menor carga horária.

Mudanças na legislação trabalhista

O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional projeto de lei, com pedido de urgência constitucional, que propõe a redução da jornada semanal máxima de 44 para 40 horas. A medida visa consolidar o modelo 5×2, garantindo dois dias de descanso, mas preservando modalidades como a escala 12×36, desde que respeitado o limite semanal de 40 horas.

Dados do Ministério do Trabalho indicam que a alteração impacta diretamente cerca de 14 milhões de trabalhadores que atuam no regime 6×1. Aproximadamente 37 milhões de brasileiros possuem jornadas superiores a 40 horas semanais, público que seria alcançado pela nova regulamentação.

Acordo entre Mercosul e União Europeia

Durante o evento, Alckmin abordou o andamento do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, com entrada em vigor provisória prevista para 1º de maio. O presidente em exercício classificou o entendimento como um avanço estratégico frente a medidas protecionistas globais.

A previsão oficial é que o tratado elimine tarifas para cerca de 500 produtos brasileiros exportados ao bloco europeu. A expectativa é ampliar a competitividade das exportações nacionais e diversificar mercados, integrando a atual agenda internacional do governo.

Fonte: Infomoney

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