A Amazon enfrenta novas acusações de pressionar marcas para inflar preços em plataformas concorrentes, conforme documentos revelados pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta. A prática faria parte de um esquema de fixação de preços que visa manter valores artificialmente elevados no mercado digital, prejudicando a concorrência.
O que você precisa saber
- Documentos indicam que a empresa exigiu que marcas comoHaneseLevi Strauss & Coaumentassem preços em redes comoWalmarteTarget.
- A ação é parte de um processo antitruste iniciado em 2022 que apura suposto abuso de posição dominante pela gigante do varejo.
- O julgamento está previsto para 2027, com o estado buscando um monitor independente para fiscalizar as operações da companhia.
Impacto nas relações com fornecedores
Segundo as evidências, a Amazon monitorava valores praticados em outros varejistas e notificava fornecedores ao detectar ofertas menores fora de sua plataforma. Em um dos casos citados, a empresa Allergan foi pressionada a elevar o preço de colírios após a detecção de valores mais baixos no Walmart.
A companhia nega as irregularidades e afirma que suas políticas de precificação visam manter custos baixos para o consumidor final. Um porta-voz classificou a movimentação do procurador como uma tentativa de desviar a atenção da fragilidade do caso judicial.
Contexto regulatório global
O escrutínio sobre as práticas da empresa não se limita aos Estados Unidos. Reguladores europeus e a Federal Trade Commission investigam se a varejista utiliza seu poder de mercado para espremer margens de comerciantes e limitar a liberdade de precificação.
A disputa central gira em torno do controle da empresa sobre o mecanismo que concentra cerca de 80% das vendas na plataforma. Vendedores independentes apontam receio de que a oferta de preços menores em outros canais resulte em punições algorítmicas dentro do ecossistema da Amazon.

Fonte: Cnbc