Juros futuros recuam com alívio geopolítico no Oriente Médio

Juros futuros operam em queda com o alivio de tensoes geopoliticas no Oriente Medio e a reducao dos premios de risco no mercado financeiro global.
Gráfico de variação dos juros futuros e curva de DI. Gráfico de variação dos juros futuros e curva de DI.
Juros futuros recuam com alívio geopolítico no Oriente Médio em destaque no AEconomia.news.

Os juros futuros operam em queda nesta sexta-feira, impulsionados pela expectativa de uma solução diplomática para o conflito no Oriente Médio. O mercado financeiro reagiu positivamente à notícia de que o governo dos Estados Unidos enviará representantes para negociar com o Irã no Paquistão, o que reduziu a aversão ao risco global e pressionou para baixo os prêmios de risco na curva a termo.

O que voce precisa saber

  • As taxas dos contratos deDepósito Interfinanceiroregistraram queda generalizada em diversos vencimentos.
  • O preço dopetróleotipo WTI recuou mais de 2% com a perspectiva de distensãogeopolítica.
  • Investidores ajustam posições antes das decisões depolíticamonetária doCopome doFederal Reserve.

Impacto nos mercados e Treasuries

O movimento de queda nos juros brasileiros acompanhou o comportamento dos Treasuries americanos. A taxa da T-note de dois anos, sensível às expectativas inflacionárias e ao preço do petróleo, recuou, refletindo um ambiente externo mais favorável. A queima de prêmios de risco ocorre após uma semana de forte estresse na renda fixa doméstica, que viu as taxas saltarem mais de 40 pontos-base em trechos intermediários da curva.

Expectativas para a politica monetaria

O mercado mantém as atenções voltadas para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária. A expectativa aponta para um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, levando-a a 14,50%. Analistas do Bank of America destacam que, embora o cenário inflacionário apresente desafios, a desaceleração da atividade econômica e a valorização do real oferecem espaço para a continuidade da flexibilização monetária gradual.

O colegiado deve manter uma postura cautelosa, sinalizando que novos ajustes dependerão da evolução dos dados macroeconômicos e da contenção de efeitos de segunda ordem na inflação. O cenário de incerteza global, que também afeta setores como o de energia, continua sendo monitorado pelos agentes econômicos.

Fonte: Globo

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