O Ibovespa ultrapassou os 195 mil pontos pela primeira vez nesta quinta-feira. A alta é impulsionada pela valorização dos preços do petróleo no mercado internacional, que apoia as ações da Petrobras, e pelo alívio gerado pela notícia de que Israel iniciou negociações com o Líbano, o que beneficia ações ligadas à economia local.
A continuidade do movimento de rotação global de portfólios, com a saída de recursos de mercados desenvolvidos para os emergentes, também impulsiona a bolsa brasileira. O país é visto como um vencedor relativo no cenário de tensões no Oriente Médio devido à sua exposição a commodities e distanciamento do conflito.
Por volta das 13h15, o Ibovespa subia 1,42%, aos 194.939 pontos. Em Nova York, o S&P 500 subia 0,64%, o Dow Jones tinha alta de 0,61% e o Nasdaq ganhava 0,78%. O volume financeiro projetado para o índice brasileiro era de R$ 21 bilhões.
Após o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, novos ataques de Israel contra o Líbano ocorreram nos últimos dias, gerando instabilidade nos mercados globais. No entanto, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou ter ordenado o início de negociações diretas com o Líbano.
Os preços do petróleo diminuíram o ritmo de alta no início da tarde. O petróleo tipo Brent para entrega em junho subia 1,18%, negociado a US$ 95,95 por barril, enquanto o petróleo WTI para o mesmo mês avançava 4,17%, a US$ 98,31 por barril.
As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras avançavam 2,23% e 2,30% respectivamente. A ação ON da Prio subia 3,92% e a Brava ON ganhava 2,53%. Entre os papéis de commodities, Usiminas PNA tinha alta de 3,24% e Auren ON ganhava 2,65%.
O Brasil apresenta uma das melhores histórias macroeconômicas entre os mercados emergentes, com destaque para a produção de commodities, beneficiada pelo cenário geopolítico. Além disso, a composição do mercado brasileiro, com forte presença de bancos, serviços financeiros, utilidades públicas e commodities, o torna menos suscetível a ser disruptado pela inteligência artificial, atraindo investidores em busca de ativos reais.
Entre as ações em queda, Natura ON recuava 2,03% e Weg ON perdia 1,46%.