As bolsas de Nova York reverteram as perdas iniciais e passaram a registrar alta, impulsionadas pela desaceleração nos ganhos do petróleo. Relatos indicam que Israel aceitou negociar com o Líbano, aumentando a percepção de que um acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã pode ser mantido. Inicialmente, a fragilidade da trégua e as restrições contínuas no Estreito de Ormuz levaram os mercados acionários a um tom negativo.
Por volta das 13h20, o índice Dow Jones avançava 0,54%, o S&P 500 subia 0,60% e o Nasdaq Composto registrava alta de 0,73%. O petróleo Brent para entrega em junho apresentava ganho de 0,62%, enquanto o WTI para maio subia 2,98%, após ter superado os US$ 100 mais cedo.
O índice DXY, que mede a relação do dólar com uma cesta de moedas desenvolvidas, recuava 0,45% para 98,68 pontos. O rendimento da T-note de dois anos caía para 3,758%, e o da T-note de dez anos cedia para 4,272%.
Cessar-fogo e incertezas globais
Um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã desencadeou uma recuperação nos mercados globais. No entanto, após seis semanas de conflito, o caminho para uma recuperação total permanece incerto. As negociações formais devem começar no Paquistão, mas sinais contraditórios e alertas de segurança ressaltam a precariedade da situação.
Dados de inflação e PIB dos EUA
O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos EUA subiu 0,4% em fevereiro ante janeiro e avançou 3,0% em base anual, em linha com as projeções e acima da meta do Federal Reserve. Isso se deve em grande parte aos impactos das tarifas. Os gastos pessoais reais mostraram uma moderação na atividade do consumidor.
O crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos do quarto trimestre de 2025 foi revisado para baixo, devido a reduções no consumo pessoal e nos investimentos em ativos fixos. Os dados indicam que a inflação segue elevada e impactada por tarifas, enquanto a economia aparenta estar menos robusta do que o esperado.
Fonte: Globo