Ibovespa recua com tensões no Oriente Médio e juros futuros em alta

Ibovespa recua 0,35% com tensões no Oriente Médio e juros futuros em alta. Ações da Petrobras e Vale limitam perdas com valorização do petróleo.

O Ibovespa opera em queda nesta segunda-feira, influenciado pela escalada das tensões no Oriente Médio. A escalada ocorreu após os Estados Unidos ameaçarem bloquear embarcações que entram ou saem de portos iranianos. Nesse cenário, os juros futuros avançam, pressionando ações ligadas à economia doméstica.

Por volta das 12h45, o Ibovespa caía 0,35%, aos 196.630 pontos. Em Nova York, o S&P 500 operava estável, o Dow Jones recuava 0,54% e o Nasdaq avançava 0,29%.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que navios iranianos que se aproximarem do bloqueio imposto pelos EUA seriam “imediatamente eliminados”. A Marinha do Irã teria sido “completamente obliterada”, com a destruição de 158 embarcações, embora barcos de ataque rápido não tenham sido atingidos até agora, segundo agências internacionais.

Apesar do acordo de cessar-fogo de duas semanas entre Washington e Teerã, o risco de ruptura cresce diante das tensões nas rotas marítimas da região, incluindo o Estreito de Ormuz. Nesse contexto, o petróleo dispara, com o Brent para junho em alta de 7,01%, a US$ 101,85 o barril, e o WTI para maio subindo 6,31%, a US$ 102,55.

As preocupações com pressões inflacionárias seguem pesando sobre os papéis domésticos. Entre as maiores quedas, Rumo ON recuava 4,26%. C&A ON cedia 3,31%, revertendo ganhos recentes, enquanto Usiminas PNA caía 3,58%, após o Bank of America (BofA) cortar a recomendação de compra para neutra.

Na ponta positiva, Petrobras ON e PN avançavam 1,81% e 1,53%, respectivamente, acompanhando o petróleo, enquanto Vale ON subia 0,75%. Azzas 2154 ON liderava os ganhos, com alta de 5,05%. MBRF ON avançava 4,05%, após anunciar a ampliação de contrato de fornecimento com a Saudi Agricultural and Livestock Investment Company (Salic).

Diante das incertezas diplomáticas entre EUA e Irã, analistas mantêm preferência por uma inclinação pró-cíclica com proteção. A temporada de resultados começa nesta semana, com revisões modestas de estimativas.

Fonte: Globo

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