O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o papa Leão 14, descrevendo-o como “terrível” em um ataque direto ao pontífice. Em resposta, o papa declarou que não tem “nenhum medo” do governo da Casa Branca e que continuará a denunciar os horrores da guerra.
As declarações de Trump ocorreram após o papa se manifestar contra a guerra entre EUA e Israel contra o Irã e as políticas de imigração do governo americano. Trump escreveu em sua rede social que “o papa Leão é FRACO em relação ao crime e terrível em política externa”.
O papa Leão, o primeiro pontífice dos EUA, respondeu afirmando que continuará a levantar sua voz contra o conflito, buscando promover a paz e o diálogo entre os Estados. Ele ressaltou que a mensagem cristã, enraizada na primazia da paz, estava sendo “deturpada”.
Posicionamento do Papa contra conflitos
É incomum para um papa responder publicamente a um líder estrangeiro. “Muitas pessoas estão sofrendo no mundo hoje. Muitas pessoas inocentes estão sendo mortas. E eu acho que alguém tem que se levantar e dizer que há uma maneira melhor”, disse Leão em um voo papal para Argel, onde inicia uma turnê por quatro países africanos.
Defesa do Papa por católicos
Católicos nas redes sociais criticaram Trump por atacar o líder da Igreja Católica, que possui 1,4 bilhão de seguidores. Eles acreditam que o papa é o sucessor de São Pedro. Massimo Faggioli, especialista em papado, comparou os comentários aos esforços de líderes da Alemanha e da Itália durante a Segunda Guerra Mundial para atrair o papa Pio 12 a apoiar suas causas.
“Nem mesmo Hitler ou Mussolini atacaram o papa tão direta e publicamente”, afirmou Faggioli. O arcebispo Paul S. Coakley, presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, disse ter ficado desanimado com os comentários de Trump.
Fonte: Infomoney