O Brasil encerrou 2025 com 60,6 milhões de pessoas investidoras, o que representa 36% da população adulta, segundo o Raio X do Investidor Brasileiro. A pesquisa, realizada pela Anbima em parceria com o Datafolha, aponta um avanço em relação aos 31% registrados em 2021, embora 107,7 milhões de brasileiros ainda permaneçam fora do mercado de produtos financeiros.

O que você precisa saber
- O número de brasileiros que realizaminvestimentosatingiu 24% da população, ante 18% há quatro anos.
- A poupança segue como o ativo mais utilizado, mas sua participação caiu de 75% para 61% entre os investidores.
- A digitalização avança, com 63% dos investidores utilizando meios online para realizar aplicações financeiras.
Mudanças no perfil dos investimentos
A diversificação da carteira dos brasileiros mostra um movimento de saÃda da poupança tradicional. Os tÃtulos privados, como CDB e letras de crédito, saltaram de 8% para 20% de participação na preferência dos investidores. Os fundos de investimentos também registraram crescimento, passando de 9% para 14% no mesmo perÃodo.
O conhecimento espontâneo sobre produtos financeiros atingiu um pico histórico, com 43% da população afirmando conhecer opções de investimento sem auxÃlio de listas. Esse avanço na educação financeira acompanha a adoção de novas tecnologias, como o uso de Inteligência Artificial para busca de informações, canal já utilizado por 9% dos investidores.
Desafios e perspectivas econômicas
Apesar do crescimento, a maioria da população ainda não investe. Entre os 64% que não aplicam recursos, 82% citam condições financeiras desfavoráveis como principal barreira. A percepção de falta de dinheiro cresceu de 60% para 67% nos últimos cinco anos, evidenciando o impacto da renda no acesso ao Mercado de Capitais.
O estudo também destaca que o estresse financeiro permanece elevado, afetando 95% da população em nÃveis moderados ou altos. Para quem busca entender o impacto de variáveis externas na economia, a análise de indicadores é fundamental para compreender como o cenário macroeconômico influencia as decisões de poupança e consumo das famÃlias brasileiras.

Fonte: Infomoney