O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou solidariedade ao ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), afirmando que ele é “mais uma vítima da militância do Judiciário” e reiterou acusações de que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) interferem no processo eleitoral. As declarações foram dadas em Sinop (MT), durante a feira do agronegócio Norte Show 2026.
Ativismo Judicial e Interferência Eleitoral
Flávio Bolsonaro criticou o que chamou de “ativismo judicial” e defendeu a imunidade parlamentar, argumentando que poucos parlamentares foram condenados pelo STF desde 1988. Ele sugeriu que a ação contra Zema, que envolve uma notícia-crime enviada pelo ministro Gilmar Mendes a Alexandre de Moraes pedindo investigação no inquérito das fake news, visa desequilibrar a disputa eleitoral.
O senador também mencionou que ele próprio se tornou alvo de um inquérito por suspeita de calúnia contra o presidente Lula, após uma postagem em suas redes sociais. Ele pediu que o presidente do STF, Edson Fachin, permita que os eleitores escolham o próximo presidente sem interferência judicial.
Críticas ao STF e Propostas de Reforma
Romeu Zema, por sua vez, classificou o STF como “o pior da história” e “incendiário”, em contraste com seu papel histórico de “bombeiro do Brasil”. Ele criticou a liberdade de expressão estar sendo tolhida e comparou a situação a regimes autoritários. Zema também propôs mudanças no STF, incluindo a exigência de que indicados tenham mais de 60 anos, a eliminação de decisões monocráticas e a dependência de maioria do Senado para processos de impeachment de ministros.
O ex-governador de Minas Gerais também criticou as indicações de ministros ao STF feitas pelo presidente Lula e sugeriu que o processo de indicação deveria envolver outros órgãos, como o STJ, a PGR e a OAB.
Contexto Político e Agronegócio
A declaração de Flávio Bolsonaro ocorreu em um evento voltado ao agronegócio, onde ele também se comprometeu a agilizar a construção da Ferrogrão e reafirmou a posição de não realizar demarcação de terras indígenas em uma eventual gestão. Zema esteve em Brasília reunido com parlamentares da oposição, que apresentaram um novo pedido de impeachment contra Gilmar Mendes em resposta à medida contra o ex-governador.